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Artigo de Opinião
  1.
       Caminha para dois anos a eleição e tomada de posse do actual executivo da CDU na Cãmara Municipal de Alpiarça
 Praticamente ainda não conseguiu mostrar “obra feita”, o suficiente para muitos alpiarcenses, entre os quais o autor deste texto, começarem a julgar Mário Pereira e o seu executivo de não conseguir apresentar “trabalho feito” até ao fim do mandato
 Quase tudo o que tem feito até agora em nada beneficia os eleitos. Para agravar a ‘crise’ Mário Pereira suspendeu o mandato para concorrer a deputado o que mostra falta de respeito pelos eleitores; o apoio indirecto da Câmara para com a ‘Festa do Avante’ cujas verbas talvez fossem «suficientes para a «nossa terra ficar sem ervas onde existiam flores, sem buracos onde havia estradas, sem lagos mal cheirosos onde havia fontes»; a admissão de Celestino Brasileiro como secretário de Mário Pereira; Alpiarça ter perdido a sua “Feira do Vinho”; a demissão de Vitória Brito;  o Jardim Municipal e D. Dion estar a ser mal tratado e conservado parecendo em certas alturas um matagal; em nome da ‘contenção de despesas” não haver medidas para os contentores serem lavados; as polémicas de algumas sessões da Assembleia Municipal; a população ter ficado sem o seu ‘Fogo de Artificio” na passagem de ano; as “trocas e baldrocas’ no quadro de pessoal, nomeadamente com os encarregados; em termos de cultura «um zero à esquerda» mesmo que já tenha levado a efeito alguns eventos, cujas mais-valias não foram as melhores, etc., etc.
 Valha-nos a: ‘meia dúzia’ de tijolos colocados no Parque do Carril; umas quantas latas de tinta para limpar a cara a algumas paredes; algumas representações da autarquia e o arranjo de algumas estradas municipais.
É tempo de a CDU começar a mostrar “obra feita”,
Para não fazer nada já nos basta as Concelhias do PS e PSD que teimam em continuar a ‘dormir na formatura’
Queremos e esperamos mais de Mário Pereira.
Ainda está a tempo de mostrar que a sua eleição não foi uma desilusão!
Eu acredito que sim porque confio em Mário Pereira!
2.
Ontem Mário Pereira, presidente da Cãmara Municipal de Alpiarça,  teve uma conversa (a pedido do presidente) «curta mas objectiva» com o autor deste texto, onde me deu um “puxão de orelhas” (uma forma de expressão) por permitir a publicação de alguns comentários, que segundo o autarca, os considera um pouco desprestigiantes para as pessoas visadas como as falsas acusações que foram feitas quer a Mário Pereira, quer ao executivo e seus colaboradores mais directos quando os acusam, entre outras coisas de: «não serem capazes de fazer nada, de estarem a ser mandados pelo partido, etc., etc.»
Não estamos de acordo com o “puxão de orelhas” e a “pressão (assim o entendi) que sentimos ao nos quererem condicionar a publicação de certos comentários.
Mas em parte compreendemos a posição de Mário Pereira como de toda a equipa que o cerca e apoia de forma que lhe fizemos verbalmente a promessa de não permitir futuramente a publicação de mais comentários que possam ser considerados injuriosos.
Assim acontecerá, porque na verdade reconhecemos que há alguns comentadores (ler a ‘Nota’ publicada no final deste artigo) que se alongam nos seus escritos, originando maus entendidos por quem é visado.
São criticas verdadeiras, ditas de uma forma popular, as quais os políticos tem dificuldade em digerir e daqui nos acusarem de permitir «dizer mal de tudo e de todos» nas colunas deste jornal.
A experiência dos jornais ensinou-me que a pior coisa que se pode fazer é criticarmos constantemente os políticos por aquilo que não conseguem fazer, mesmo que não seja mentira nenhuma.
No entanto a promessa está feita e vai ser cumprida, como é nosso apanágio.
Vamos dar tempo ao tempo e ver o que Mário Pereira vai conseguir fazer.
Às vezes criticamos a sua pessoa (não confundir com ofender) mas somos os primeiros a elogiá-lo sempre que haja motivo para tal.
 Mário Pereira também tem que saber ouvir as criticas construtivas e não nos deve “ pressionar” para  que tenhamos de impedir a publicação das várias opiniões que recebemos dos nossos comentaristas.
O que me leva a escrever sobre a conversa informal que tivemos é deixar aqui bem explicito que nada me move contra Mário Pereira e o PCP/CDU.
Antes pelo contrário.
Disse a Mário Pereira que «nada me move» contra a sua pessoa para lhe acrescentar ainda a «bastante estima» que lhe tenho.
Claro que nem sempre o meu desejo e as minhas criticas como alpiarcense são aceites e compreendidas por Mário Pereira para que «faça obra» de forma a que não deixe que Alpiarça seja um “marasmo”.
É nesta questão que não estamos de acordo e reconheço que a minha pena às vezes é pesada.
Não agrada a Mário Pereira mas o tempo se encarregará de lhe mostrar que estou a seu lado e que quero o seu bem e o maior sucesso na autarquia. Ao acontecer isto é bom para ele e para todos nós Alpiarcenses.
Para terminar não quero de deixar uma mensagem final a Mário Pereira porque na conversa que tivemos salientou-me bem de ter a «sensação que não gosto» dele por causa dos comentários que são publicados neste jornal acusando-o e aos «seus» de «tudo e mais alguma coisa».
Que fique bem claro que nada tenho contra a pessoa de Mário Pereira como à sua ideologia politica.
Sempre soube respeitar os comunistas e, se existem «políticos sérios», são os verdadeiros comunistas, nos quais julgo estar Mário Pereira.
Fique então ciente Mário Pereira que nada me move contra a sua pessoa e muito menos contra os comunistas.
A diferença que pode existir, talvez aqui o”mau entendimento” – é que entendo que um jornal para dizer as verdades
às vezes tem de criticar o poder instalado e este poder tem uma certa dificuldade em entender e aceitar a liberdade de expressão e a livre opinião.
Descanse então Mário Pereira que futuramente os comentários vão ser cuidadosamente revistos antes de serem publicados para que não haja «maus entendidos» entre este jornal e Mário Pereira e não julgue mal a minha pessoa ou mal a respeito do “JA”, porque afinal todos queremos o bem da nossa terra, mesmo que entre nós exista alguma diferença daquilo que deve ser e daquilo que não pode ser.
António Centeio
NI: Os meus sinceros agradecimentos para com Mário Pereira por ter elogiado e reconhecido o trabalho feito pelo “Jornal Alpiarcense”.
Sabe sempre bem receber um elogio e vermos o nosso trabalho reconhecido por alguém que exerce um cargo de responsabilidade
Nota sobre os comentários
Os comentários e as suas publicações são uma faca de “dois gumes”: se não os publicamos os leitores queixam-se de não permitirmos o direito de opinar; se os publicamos os comentaristas tem tendência a criticar tudo e todos; se corrigimos alguns ou lhe retiramos algumas palavras cai-nos o “Carmo e a Trindade” a acusar-nos de “Lápis Azul”; há leitores que detestam os comentários e outros que os adoram; há leitores que apenas costumam ler os comentários enquanto outros só as noticias; recebemos dezenas de comentários durante o dia, que nos ocupa imenso tempo, porque os temos de ler um a um para sabermos se devemos ou não publicá-los (alguns apenas mencionam ordinarices e temas sem nexo algum); se retiramos um ou outro parágrafo, porque não reúne condições, passamos a ser o ‘Diabo’; se damos algum destaque às actividades de Sónia Sanfona é porque queremos que ela venha a ser presidente da Câmara; se publicamos noticias sobre Rosa do Céu, acusam-nos de tudo e mais alguma coisa; se criticamos a Câmara ou o seu presidente, deixamos de ser “vermelho” para passarmos a ser da ‘reacção’; para outros leitores comentar ou criticar o presidente da Câmara, caí-nos logo em cima um “exército” que durante alguns dias não nos dá descanso, porque entendem que o presidente da autarquia é um ‘intocável” porque tudo o que fizer e fazer mesmo que esteja mal tem que passar a estar bem; há leitores que nos enviam comentários que pelas várias razões não devem nem podem ser publicado, horas depois estão a nos dar cabo da cabeça acusando-se de tudo menos daquilo que foi a razão; se fechamos a caixa dos comentários é porque não queremos que «seja dita a verdade»; se damos algum destaque a notícias dos socialistas é porque «nos passamos para o outro lado» se publicamos noticias sobre os comunistas «passamos para o lado dos vermelhos» e esquecemos os rosas; se publicamos alguns comentários que dizem a verdade mas que criticam o poder institucional levamos logo nas “orelhas” ou temos que desligar o telemóvel.
Na verdade os comentários são uma faca de “dois gumes” onde é difícil agradar a gregos a troianos.
Mas enfim, justifica-se, porque os leitores merecem e o nosso trabalho é reconhecido por quem de direito como pelas várias centenas de leitores que diáriamente costumam o Jornal Alpiarcense.
Por: António Centeio

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publicado às 12:27


Um pouco (ou muito) sobre Mário Soares

por Noticias do Ribatejo, em 13.05.11

 

 

 O país pode contar com a força do Partido Socialista para ser um instrumento decisivo nas respostas que são necessárias para sair da crise.

Mário Soares, de seu nome completo Mário Alberto Nobre Lopes Soares, nasceu em Lisboa, em 7 de Dezembro de 1924, filho de João Lopes Soares, professor, pedagogo e político da Iª República, e de Elisa Nobre Soares.

É casado com Maria de Jesus Simões Barroso Soares desde 1949, tem dois filhos, Isabel Soares, psicóloga e directora do Colégio Moderno, e João Soares, advogado, deputado à Assembleia da República e presidente da Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), e cinco netos - Inês, Mafalda, Mário, Jonas e Lilah.


Actividade Profissional
Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1951, e em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1957.

Foi professor do ensino secundário (particular) e director do Colégio Moderno, fundado por seu pai.

Exerceu a advocacia durante muitos anos e, quando do seu exílio em França, foi "Chargé de Cours" nas Universidades de Vincennes (Paris VIII) e da Sorbonne (Paris IV), tendo sido igualmente professor associado na Faculdade de Letras da Universidade da Alta Bretanha (Rennes) - Universidade de que é doutor "Honoris Causa".


Actividade Política contra a Ditadura
Desde os tempos de estudante universitário foi um activo resistente à ditadura. Iniciou então um longo e persistente combate que o levou a estar presente e activo na organização da oposição democrática ao salazarismo. Pertenceu ao MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista), em Maio de 1943, e, depois, foi membro da Comissão Central do MUD (Movimento de Unidade Democrática), sob a presidência do Prof. Mário de Azevedo Gomes (1946), tendo sido fundador do MUD Juvenil e membro da primeira Comissão Central. Foi Secretário da Comissão Central da Candidatura do General Norton de Matos à Presidência da República, em 1949. Integrou o Directório Democrático-Social (1955), dirigido por António Sérgio, Jaime Cortesão e Azevedo Gomes e, em 1958, pertenceu à Comissão da Candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República.

Como advogado defensor de presos políticos participou em numerosos julgamentos, realizados em condições dramáticas, no Tribunal Plenário e no Tribunal Militar Especial. Representou a família do General Humberto Delgado na investigação do assassinato daquele antigo candidato à Presidência da República, tendo contribuído decisivamente para desvendar as circunstâncias e denunciar as responsabilidades nesse crime cometido pela polícia política de Salazar (PIDE).

Foi membro da Resistência Republicana e Socialista, na década de 50, redactor e signatário do Programa para a Democratização da República em 1961, tendo sido candidato a deputado pela Oposição Democrática em 1965 e pela CEUD, em 1969.

Em resultado da sua actividade política contra a ditadura foi 12 vezes preso pela PIDE (cumprindo um total de quase 3 anos de cadeia), deportado sem julgamento para a ilha de S. Tomé (África) em 1968 e, em 1970, forçado ao exílio em França.

Em 1973, no Congresso realizado em BadMünstereifel, na Alemanha, a Acção Socialista Portuguesa, que fundara em 1964, transformou-se em Partido Socialista, do qual Mário Soares foi eleito Secretário-Geral e sucessivamente reeleito no cargo ao longo de quase treze anos.


Actividade Política após o 25 de Abril
Em 25 de Abril de 1974, Mário Soares estava no exílio em França, de onde regressou a Portugal no dia 28, tendo chegado a Lisboa no depois chamado "combóio da liberdade".

Passados poucos dias, foi enviado pela Junta de Salvação Nacional às capitais europeias para obter o reconhecimento diplomático do novo regime democrático.

Participou nos I, II e III Governos Provisórios, como Ministro dos Negócios Estrangeiros, e no IV, como Ministro sem Pasta, de que se demitiu em protesto pelo chamado "caso República" e pela crescente tentativa de perversão totalitária da revolução, abrindo-se assim a crise governamental que levou à queda desse Governo e, depois, à contestação ao V Governo Provisório e à demissão de Vasco Gonçalves, período que ficou conhecido por "verão quente" (1975), em que tiveram lugar o célebre comício da Fonte Luminosa, ao qual acorreram muitas centenas de milhares de pessoas em protesto contra a ameaça de uma nova Ditadura, e, mais tarde, o "25 de Novembro", movimento militar que repôs o espírito original e democrático da Revolução de Abril.

Como Secretário-Geral do PS participou em todas as campanhas eleitorais, tendo sido deputado por Lisboa em todas as legislaturas, até 1986. Em consequência da vitória do PS nas primeiras eleições legislativas realizadas em 1976, foi nomeado Primeiro-Ministro do I Governo Constitucional (1976-77), tendo também presidido ao II (1978). Neste período, foi necessário enfrentar e resolver uma situação de quase ruptura financeira e de paralisia das actividades económicas do país, ultrapassada mediante a aplicação de um programa de estabilização e rigor, negociado com o FMI, graças ao qual foi possível celebrar um "grande empréstimo" e voltar a pôr a economia a funcionar. Foi ainda durante o I Governo Constitucional que se procedeu à integração, com pleno êxito, de quase um milhão de portugueses retornados das ex-colónias. Durante 1976 e 1977 foram também aprovadas as primeiras leis que deram forma ao novo Estado de Direito (código civil, lei da delimitação dos sectores, lei de bases da reforma agrária, etc.) e começaram a funcionar, com regularidade, os mecanismos institucionais previstos na Constituição de 1976. Rompido que foi, por denúncia unilateral do CDS, o acordo político de incidência governamental em que assentava o II Governo Constitucional e demitido o Executivo pelo então Presidente da República, general Ramalho Eanes, Mário Soares liderou a oposição entre 1978 e 1983, tendo sido durante esse período viabilizada a primeira revisão da Constituição da República, na qual se empenhou fortemente. Esta revisão constitucional eliminou finalmente a tutela político-militar do Conselho da Revolução, que vinha dos primeiros tempos da Revolução, e consagrou o carácter civilista, pluripartidário e de tipo ocidental do regime. Foi então criado o Conselho de Estado, para o qual Mário Soares foi eleito pelo Parlamento.

Após nova dissolução da Assembleia da República, ocorrida em 1983, e na sequência das eleições legislativas que voltaram a dar a vitória ao PS, foi nomeado Primeiro-Ministro do IX Governo Constitucional, com base numa coligação partidária PS/PSD (1983-85). Este Governo viu-se confrontado também com uma dramática situação financeira e uma crise generalizada, que o levaram a pôr em prática um novo plano de emergência e recuperação que restabeleceu os equilíbrios financeiros externos. Coube ainda ao IX Governo Constitucional ultimar o processo de adesão de Portugal à CEE, conduzir as últimas negociações e assinar o Tratado de Adesão, em Junho de 1985.

Apesar de o PS ter perdido as eleições de Outubro de 1985, realizadas por força de nova dissolução da Assembleia da República, em consequência do rompimento, pelo PSD, da coligação PS/PSD, Mário Soares candidatou-se às eleições presidenciais, previstas para Janeiro de 1986. Teve o apoio de independentes e do PS (na 1ª volta) e de toda a esquerda (na 2ª volta), tendo sido eleito em 16 de Fevereiro, por cinco anos. Foi o primeiro Presidente civil eleito directamente pelo povo, na história portuguesa. Renunciou então aos seus cargos de Secretário-Geral do PS e de deputado, tendo tomado posse e prestado juramento no dia 9 de Março de 1986.

Em 13 de Janeiro de 1991 foi reeleito Presidente da República, logo à 1ª volta, tendo obtido a maior votação de sempre: 3 460 381 votos (70,40% dos votos validamente expressos), tendo terminado o seu segundo mandato em 9 de Março de 1996.

Tornou-se membro do Conselho de Estado desde 1996, por inerência.

Em 1996 assumiu a presidência da Fundação que havia sido fundada em 1991 com o seu nome e em 1997 foi eleito presidente da Fundação Portugal-África.

Em 1999 foi eleito Deputado ao Parlamento Europeu, tendo cumprido toda a legislatura (1999-2004).

Em 2006 concorreu, de novo, a Presidente da República, pelo PS, tendo perdido as eleições para Aníbal Cavaco Silva, eleito e actualmente em exercício.

Em 2007 foi nomeado presidente da Comissão da Liberdade Religiosa, cargo que continua a exercer.


Outras actividades em Portugal
Foi presidente: da Comissão de Investigação sobre as transacções de ouro efectuadas entre as autoridades portuguesas e alemãs durante o período compreendido entre 1936 e 1945 (1998); da Comissão de Honra para as Comemorações dos 500 anos da viagem de Pedro Álvares Cabral (1998); da Comissão Nacional das Comemorações do 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, em celebração da Década das Nações Unidas para a educação em matéria dos Direitos do Homem (1998) e da Comissão Nacional das Comemorações do 50º aniversário do Conselho da Europa.

Foi também Professor Catedrático Convidado da cadeira de “Relações Internacionais” da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra nos anos lectivos 1996-97 e 1997-98 e Professor Convidado da Universidade Lusófona da cadeira de “Socioeconomia Política da União Europeia” no ano lectivo de 2001-02.

É membro honorário da Academia das Ciências de Lisboa, da Sociedade Portuguesa de Autores, da Sociedade Portuguesa de Escritores, Presidente do Conselho de Patronos da Fundação Arpad Szennes/Vieira da Silva e membro do Júri do Prémio Pessoa.


Acção Internacional
Como Secretário-Geral do PS e Vice-Presidente da Internacional Socialista (IS) - cargo para que foi eleito no Congresso de Genève, em 1976, e depois sucessivamente reeleito até ser nomeado Presidente Honorário em 1986 - Mário Soares desenvolveu uma intensa actividade internacional. Foi presidente das Comissões da IS para o Médio-Oriente e para a América Latina, tendo realizado várias missões de informação àquelas zonas e bem assim à África Austral. Participou em numerosas negociações, encontros, colóquios, congressos e missões no quadro da Internacional Socialista e fora dele.

De entre a actividade internacional desenvolvida no exercício de cargos públicos, destaca-se: como Ministro dos Negócios Estrangeiros, o estabelecimento de relações diplomáticas com todos os países do Mundo e o início oficial do processo de descolonização nos encontros de Dakar, com Aristides Pereira, antigo Presidente da República Popular de Cabo Verde, e de Lusaka, com Samora Machel, malogrado Presidente da República Popular de Moçambique; como Primeiro-Ministro, o impulso inicial dado ao processo de adesão de Portugal à CEE, em Março de 1977 (I Governo Constitucional), o começo das negociações com o FMI para a recuperação da economia portuguesa (II Governo Constitucional) e a consagração da opção europeia com a assinatura, em simultâneo com a Espanha, do Tratado de Adesão, em 12 de Junho de 1985 (IX Governo Constitucional); como Presidente da República, a defesa intransigente do respeito pelos direitos dos homens e dos povos, de que Timor-Leste constituía então uma referência portuguesa dramática, a frontalidade assumida em visitas oficiais e cimeiras de Chefes de Estado e de Governo na denúncia dos regimes que se afastavam do modelo proposto pela Carta da ONU para o desenvolvimento e a intervenção permanente no sentido de a dimensão atlântica encontrar forma numa comunidade de povos de expressão portuguesa, reaproximando o Brasil dos novos conceitos estratégicos nacionais.

Foi presidente da Comissão Mundial Independente Sobre os Oceanos (1995-1998), do Movimento Europeu Internacional (1997-1999), de que em seguida se tornou presidente honorário, do Comité dos Sábios para a Reestruturação do Conselho da Europa (1997-1998), da Missão de Informação sobre a situação da Argélia, por nomeação do Secretário-Geral das Nações Unidas (1998), da Delegação do Parlamento Europeu para as relações com Israel (2002), de que se demitiu no mesmo ano, e da Inter-Press Service (2002-2008).

É "Chubbs Fellowship" da Universidade de Yale (EUA), desde 1976; membro correspondente da Academia Brasileira de Letras, desde 1987; membro honorário do Claustro de Professores da Faculdade de Direito da Universidade de Vigo (Espanha); Vice-Presidente da Academia da Latinidade (Brasil) e membro: da Academia do Reino de Marrocos; da Académie des Sciences d’Outre-Mer (França); da Académie de Marine (França); do Comité Europeu de Orientação "Notre Europe" (fundado por Jacques Delors e actualmente presidido por Tommaso Padoa- Schioppa), desde 1997; da Fundação Gorbachev, desde 1997; do Instituto Shimon Peres para a Paz, desde 1997; do Conselho Consultivo Internacional da Fundação Paz e Democracia Monsenhor Martinho da Costa Lopes (Timor-Leste), desde 1997; da Fundação para uma Cultura de Paz, UNESCO, (presidida por Federico Mayor Zaragoza), desde 1998; do Clube de Roma, desde 1998; do Clube de Asunción, desde 1998; do Conselho de Patronos da Fundación Caixa Galicia, desde 1998; da Fundación ONCE para a América Latina, desde 1998; da Fundação Adberrahim Bouabid pour les Sciences et la Culture, desde 1998; da Fundación Euroamérica, desde 1999; da Fundación General de la Universidad de Salamanca, desde 2000; do Fórum Mundial de Redes-UBUNTO (presidido por Frederico Mayor Zaragoza), desde 2001; do Clube de Madrid, desde 2001; do Clube do Mónaco para o Diálogo Mediterrânico (presidido por Boutros-Boutros Ghali), desde 2001; do New Policy Forum (antigo World Political Forum), presidido por Mikhail Gorbachev, desde 2010; da Green Cross International (presidida por Alexander Likhotal), desde 2003; da Organisation Internationale de la Francophonie, desde 2003; do Fórum de Biarritz (Encontros Europa-América Latina), desde 2003; do Grupo EU-Turkey Relations, Centre for the Study of Global Governance and the Open Society Institute, desde 2007; do International Board of Trustees da Inter-Press Service (IPS), desde 2008; do Global Advisory Board for a new project "Global Climate Change, Human Security and Democracy", Universidade da California, desde 2010.

É presidente do Júri do Prémio Félix Houphouët-Boigny, da UNESCO, desde o início de 2010.

Preside ainda ao Comité Promotor do Contrato Mundial da Água desde Janeiro de 1998 e é Patrono do International Ocean Institute (IOI), desde 2009.

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publicado às 16:44

 

A Assembleia Municipal de Constância aprovou uma moção onde manifesta o “seu vivo repúdio” pela “inércia” da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (T-LVT) e pela “desadaptação” dos seus dirigentes à realidade existente. Entre os exemplos apontados estão a ausência de promoção integrada de toda a região ou sub-regiões na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) e também de produção de materiais de divulgação necessários aos vários postos de turismo da região. Critica ainda o desinteresse que os seus responsáveis manifestam pelo sector.

A moção, apresentada e aprovada pela bancada da maioria CDU na última sessão da assembleia municipal, contou com a abstenção dos sete eleitos do PS, partido a que pertence o presidente da Entidade de Turismo Joaquim Rosa do Céu, ex-presidente da Câmara de Alpiarça.

“A não participação da Entidade Regional de Turismo nas Festas do Concelho, assim como em outros concelhos associados, nem tão pouco como convidados ou visitantes, é revelador do desinteresse que os responsáveis manifestam publicamente por um sector de vital importância para os concelhos e para o país”, acrescentam.

Leia mais em:

http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=&id=45193&idSeccao=479&Action=noticia

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publicado às 15:54

 

Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo propõe uma jornada de reflexão sobre “O Tejo e a Paisagem Vinhateira”, no dia 14 de Maio


 
No próximo sábado, dia 14 de Maio, o Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo vai assinalar o Dia Internacional dos Museus com uma jornada de reflexão, integrada nas Jornadas do Tejo – 2011, que terá como tema “O Tejo e a Paisagem Vinhateira”.

A partir das 14h00, o Auditório Municipal da Quinta das Pratas vai receber profissionais de sectores tão diferente como a museologia, a literatura, o jornalismo, a fotografia ou a enologia, mas cujo trabalho está ou esteve já ligado à paisagem rural marcada pela vinha e pelo vinho.
 
Programa:
14h00 - Sessão de abertura - Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo e Presidente da Assembleia Geral da Associação Amigos do Tejo (AAT)
14h30 - O Tejo e a Paisagem Vinhateira Histórica - António J. Maia Nabais (Presidente da AAT e museólogo)
14h50 - O Tejo e a Paisagem Vinhateira na Literatura - Jorge Maximino (Professor do I. Piaget)
15h10 - O Tejo e a Paisagem Vinhateira no Campo e no Bairro - João Morgado (Cooperativa do Cartaxo)
15h30 - Intervalo
15h45 - A Vinha e o Jornalismo - Ana Fernandes (Jornalista)
17h05 - A Vinha e a Fotografia na Paisagem Vinhateira do Tejo - Pedro Inácio (Coordenador do Museu da Água da EPAL)
17h25 - A Paisagem Vinhateira e o Turismo - Pedro Gil (Vereador da Câmara Municipal do Cartaxo e Enólogo da Cooperativa do Cartaxo)
17h45 - Debate
18h00 - Encerramento

 

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publicado às 14:31


As “calinadas” de Catroga

por Noticias do Ribatejo, em 13.05.11

 

Afinal as “asneiras” que Catroga tem dito e feito tem a causa no seu aceleramento

 

Eduardo Catroga admitiu: "Ando um bocado acelerado” daqui, comparar o «primeiro-ministro, José Sócrates, a Hitler» e ter acusado os jornalistas de «discutirem "pentelhos".»

Mas teve a hombridade de afirmar que «Sócrates não é um ditador, no sentido em que vivemos numa democracia» é apenas « um indivíduo colérico, aventureiro até ao limite, que joga no limite do risco.»

Mas como o homem anda acelerado, não tendo assim tempo para pensar e meditar acrescentamos mais algumas declarações polémicas de Catroga quando que revelou parte de uma conversa que teve com Manuel Pinho (antigo Ministro do PS) : «Dizem que vou (o Manuel Pinho) para a CGD, mas aquilo só dá 350 mil euros e o carro não é grande coisa.»

Com amigos destes, como Eduardo Catroga e como pretendente a ministro das Finanças onde o cargo exige uma enorme velocidade e um aceleramento contínuo o melhor que temos a fazer é aconselhar Catroga a desistir do cargo que lhe propuseram caso contrário quem vai ser altamente prejudicado são os contribuintes ou o Orçamento do Estado porque com estas calinadas em cima uma das outras a “coisa” não vai acabar bem.

Por: António Centeio

Fonte:

http://www.cmjornal.xl.pt/

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publicado às 14:30


PROVE em Alpiarça

por Noticias do Ribatejo, em 13.05.11

Alpiarça vai contar com um núcleo PROVE. Os produtores alpiarcenses vão fazer uma primeira entrega de cabazes, a título experimental, dia 6 de Maio pelas 18H00 horas, na sede da AGROALPIARÇA. Contudo, o funcionamento pleno arranca apenas no dia 13 de Maio.

Os capazes PROVE de Alpiarça são compostos exclusivamente por hortofrutícolas produzidos em modo de produção biológico, pesam entre 5 e 7 Kg e têm um preço fixo de 10 euros.

As encomendas podem ser efectuadas no site do PROVE em www.prove.com.pt, através do e-mail encomendas.alpiarca@prove.com.pt ou directamente com os produtores Joaquim Nascimento (964 006 032) e Pedro Branco (919 046 483)

Antecedentes
Nos dias 16 e 17 de Março decorreram nas instalações da Junta de Freguesia de Alpiarça, as oficinas de formação PROVE. Participaram nesta formação produtores, consumidores e dinamizadores do núcleo de Alpiarça. A criação do núcleo prove foi apoiada pela Direcção Regional de Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo, Associação para o Desenvolvimento da Charneca Ribatejana, Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal, Município de Alpiarça, Junta de Freguesia de Alpiarça e Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça.

 

Patricia Serôdio

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publicado às 14:29

 

Portugal «vai ser o único país em recessão em 2012, prevê Bruxelas» recessão esta que vai «ultrapassar os 2% este ano, estima a Comissão Europeia, que também prevê que a taxa de desemprego chegue aos 13% já em 2012.»

Não bastasse o «nível da dívida pública portuguesa vai ultrapassar, em 2011, pela primeira vez, o produto interno bruto do país, de acordo com o mesmo relatório» para Bruxelas estimar que a «dívida pública portuguesa aumente de 93% do PIB, em 2010, para 101,7% em 2011 e 107,4% em 2012»
De acordo com as previsões o desemprego em Portugal atingirá mesmo os 13%, mas já no próximo ano, o que representa significativas revisões em alta face às previsões de Outono, quando a Comissão estimava uma taxa de desemprego em Portugal para este ano de 11,1% e de 11,2% em 2012.
Se a recessão vai aumentar e o nível da divida vai aumentar mais que o PIB o melhor que o próximo ministro das Finanças tem a fazer é preparar-se para um novo empréstimo.

Não vai haver quem nos valha.

Por: António Centeio

Fonte:

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe

 

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publicado às 14:28

 Avaliar os problemas que existem no Tejo e seus afluentes e elaborar propostas alternativas de gestão que permitam a recuperação do rio e dos seus territórios são objectivos da V edição das Jornadas Ibéricas "Por um Tejo Vivo".

As jornadas, que se realizam na Azambuja dias 14 e 15 de Maio, pela primeira vez em Portugal, vão ter como participantes os representantes de mais de uma centena de organizações de cidadãos e ecologistas de Espanha e Portugal reunidos na "Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água no Tejo/Tajo".

Com o lema "Por Um Tejo Vivo - em defesa do Tejo e dos seus afluentes", e a um mês de serem publicados os Planos de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo, em Portugal e em Espanha, que contêm as orientações de gestão e utilização da bacia do Tejo até 2015, as jornadas apresentam-se como uma "oportunidade única" para que os "cidadãos do Tejo" analisem em conjunto as intenções para os novos Planos de Gestão da Região Hidrográfica.

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publicado às 14:27

Mário Santiago (presidente da Assembleia Municipal de Alpiarça)  nunca pensou ser jornalista mas garante que se um dia colocasse a hipótese optaria pelo fotojornalismo uma vez que a fotografia é uma das suas paixões. Se fosse jornalista, o director financeiro, que também é presidente da Assembleia Municipal de Alpiarça, escreveria sobre assuntos relacionados com ciência, tecnologia e astronomia. “Perdemos demasiado tempo a absorver notícias recorrentes do quotidiano e desprezarmos as incríveis descobertas que brindam diariamente a humanidade”.

Leia mais em:

http://www.omirante.pt/

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publicado às 14:25

 

Manuel Pinho, (na foto) ex-ministro da Economia do Governo de Sócrates, que se demitiu (caso contrário era demitido) não aceitou o convite para administrador da CGD (recompensa aos Boys socialistas)  onde iria ter como vencimento a módica quantia de 350 mil euros e um «carro que não era grande coisa», segundo Manuel Pinho.

Foi graças a mais uma “calinada” de Eduardo Catroga que este “segredo” de Estado” foi desvendado como ficamos a saber que o ex-ministro não aceitou a oferta (supostamente oferecida por José Sócrates) por entender ser um “vencimento” de baixo valor.

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publicado às 14:23

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