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Para o cidadão que diz que o número de leitores do Jornal Alpiarcense "não conta para o totobola", isto é, não irá ter expressão na votação das próximas eleições autárquicas, queremos dizer-lhe e sem qualquer sombra de dúvida, que foi com a contribuição deste jornal e de um outro blogue local "R&E" (encerrado depois pelo seu administrador, por razões que ele saberá) que o PS local teve o resultado que todos conhecemos em Outubro de 2009. Naturalmente que os meios de informação não fazem tudo. Mas, contribuem de maneira decisiva para o resultado final. É um erro, hoje em dia pensar o contrário e menosprezar estes novos meios de comunicação de massas. E daqui a uns meses, teremos oportunidade de confirmar isso mesmo. Aliás, alguns pretendentes aos lugares autárquicos já se aperceberam desse facto, nesta quadra natalícia e estiveram presentes. É uma boa altura para os futuros candidatos reflectirem seriamente no assunto, antes que seja tarde. Como observou um comentarista deste jornal, basta lembrar o incómodo causado nas hostes do Reino, do presente e passado, por algumas opiniões emitidas na imprensa local, que foram objecto de discussão e votação em reunião de câmara e, mais tarde, os comunicados à população e ameaças com processos judiciais etc. Quanto a estes "avisos" tornados públicos pelo Executivo da Câmara Municipal de Alpiarça, gostaríamos de convidar os colaboradores do JA com conhecimento na matéria, a pronunciarem-se sobre o assunto, já que o jogo político vai começar, prometendo mesmo discussões acaloradas. Recorde-se que os comunicados emitidos pela autarquia faziam algumas acusações que visavam este jornal como instigador da xenofobia (como se cada um não tivesse o livre direito de emitir o seu ponto de vista relativamente aos sorvedouros dos dinheiros públicos) que estaria alguém a fazer crer que os aumentos do IMI eram da responsabilidade da câmara e a câmara não tinha nada a ver com isso..."a câmara até está a zelar pelos interesses dos munícipes"... etc. etc. Isto é, a câmara estava ali apenas para receber o produto do saque que teria sido perpetrado por "malfeitores" referenciados do fisco e, quando quem fez o saque exigiu 5% da "pilhagem", eis que surgem os defensores do condado e administradores da massa falida que gritam: "Não! Achamos que isso é uma injustiça! O produto do saque deve ser canalizado nas mesmas proporções dos anos anteriores para o município. Quais 5% qual carapuça! A menos que tivessem em mente, à boa maneira de Zé do Telhado, distribuir o produto do "gamanço" pelos pobres do concelho. O que não faria muito sentido uma vez que seria dar a alguém aquilo que se lhe tirou. É que há que deixar aqui bem claro que a classe dos ricos do concelho de Alpiarça praticamente já não existe. Os lavradores abastados, construtores civis seareiros de muitos hectares etc.pertencem ao passado. O que existe são muitos edificíos degradados pelo peso dos anos e cujos herdeiros não sabem onde ir buscar o dinheiro para pagar o IMI. Os seus ordenados ou reformas já não dão só para pagar o valor do imposto das novas avaliações, segundo dizem. Uma vez que não há compradores para os imóveis, só resta entregar os mesmos às finanças ou à câmara municipal. É de notar que as câmaras municipais não se insurgiram contra a forma desumana das avaliações do património imobiliário no seu concelho. As câmaras apenas se insurgiram contra o facto de lhes retirarem 5%do produto das "pilhagens". Esta é que é a verdade! Embora, mais tarde, algumas câmaras tenham metido a mão na consciência e, de certo modo, empurradas por outras forças sistémicas locais, tenham vindo com paninhos quentes, baixar o IMI e tentar ganhar alguns pontos para a corrida às eleições que se avizinham.

Por: Francisco Mariano 

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publicado às 18:11



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