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Os Socialistas e a confusão das portagens

por Noticias do Ribatejo, em 14.10.10

Por: Carina João

 

A  primeira das minhas postagens é sobre portagens. Está na ordem do dia. Portagens , scuts e afins. Porque é já esta sexta-feira que se prevê que sejam iniciadas as cobranças..

A geração cupon chegou ao governo…os talões, cupões e outras promoções. Num intrincado esquema de aplicação das portagens nas scut, ficamos a saber que há umas que são de borla, e depois ainda levamos mais umas com desconto…acredito que no meu dia de anos ainda serei uma feliz contemplada com uma oferta, vale de desconto, e quem sabe, a descontar em compras…e no sistema que montaram acredito que o manual de instruções seja distribuído nas gasolineiras conjuntamente com o famigerado chip, que não era obrigatório mas lá terá que ser…isto para o comum dos mortais não vai ser fácil de acumular e gerir..escolho grátis a viagem até ao hospital, ou vou primeiro ao trabalho e deixo a creche para os descontos?...muito boa gente vai fazer contas à vida. Cada português transformado num contabilista, em vários domínios foi a isto que o partido socialista nos tem vindo a habituar. E a constante ideia vendida a metro de que quem não percebe é porque é contra o governo. mas alguém racional percebe?
Sobre as portagens sejamos claros. Já se esperava que mais dia menos dia tivessem aquelas vias que ser pagas, e é aquilo que tem mesmo que tem de ser, porque o Estado (que somos todos nós) está a pagar rendas desses troços de estrada. É o que acontece quando se varre o lixo para debaixo do tapete, que foi o que foi feito durante anos. A gestão das expectativas das populações misturada com climas eleitorais e promessas arroladas em encobrimentos. Afinal as scuts não se pagavam a si próprias. Agora alguém bafeja que pagarão o próprio sistema rodoviário nacional. Dão para tudo..
Mas daí a serem pagas nesta barafunda vai um passo.
Porque é que uns pagam e outros não? é racional? não me parece.
Resolve-se assim um problema de coesão territorial? por isentar uns quantos? até não sei quando? não é racional.
Quem tiver a felicidade de morar, por exemplo na Maia, tem direito a 10 utilizações de borla na Concessão Norte Litoral e outras 10 na Concessão do grande Porto, ou seja 20 borlas…isto é racional? é coesão territorial? é o quê?
Que dizer das empresas de 1ª e das empresas de 2ª, cuja única diferenciação é a distancia em que se encontram? alguém acha isto sério e racional?
Faz-me lembrar aquelas discussões em que já entrei e que a certa altura, alguém reduz à questão da idade…discussão ganha!..aqui o ridículo é mesmo esse, achar que o argumento da distância é válido..
O enfoque das scut deveria ser dado à infra-estrutura, porque é disso que se trata. Tem que ser paga? muito bem, que seja por todos. Custa dinheiro, x por Km´, muito bem, assim seja feito e cobrado. Igual por todos. As coisas não estão fáceis e as populações foram enganadas estes anos todos e vai haver dificuldades de adaptação? Muito bem, faseadamente, o preço ao Km será aumentado, começa este ano por ser mais ou menos simbólico e progressivamente aumentará a valores que se vão aproximando dos praticados noutras AE (porque o custo real jamais será atingido). Mas igual para todos. Ppara quem está nos concelhos abrangidos pelos 10 Km´s, quem vem de fora, quem vai uma vez ou quem vai 20.
Porque se este critério tem alguma coisa de racional, então vamos lá começar a negociar descontos na A1 Lisboa – Porto, porque não em função da idade? tão bom como qualquer outro critério…
E já agora, que dizer da valorização imobiliária de quem foi feliz contemplado nos distanciamentos abençoados? morar onde não se paga é mais vantajoso do que onde se paga…deve ser coesão territorial. Alguém acha isto racional?
Se eu saísse de casa e a minha rua estivesse em perfeitas condições, da iluminação ao passeio. Se eu andasse por qualquer cantinho de estrada nacional deste país e as encontrasse em perfeitas condições, da sinalização ao pavimento, se eu tivesse um rede nacional perfeita, que me importava a mim pagar auto-estradas? Se as alternativas às auto-estradas não fossem estradas, mas fosse por exemplo um caminho de ferro? Uma linha de transporte publico? E se isto tudo funcionasse, alguém queria saber de ter que pagar scut´s? Eu não.
Discutir isto seria sério e racional, até lá fica a imagem deste ministério, o dia é santo na loja!
(*) Deputada do PSD na Assembleia da República e colaboradora deste jornal



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publicado às 18:26



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