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 Haja dificuldades ou não; haja falta de dinheiro ou não; haja a crise que houver ficamos a saber e a tomar conhecimento de que as portas da AgroAlpiarça não fecharão nos próximos anos, entenda-se, durante o actual mandato da CDU.

É “ponto de honra” manter a funcionar esta cooperativa inter-municipal mesmo que a falta de recursos e de rendimentos sejam uma constante porque na prática o maior accionista, a Câmara, suportará todos os encargos, sejam eles oriundos de uma hipotética fraca campanha vinícola ou de não ser capaz de suportar o seu passivo que ronda o milhão de euros, cuja banca teima em não facilitar a reestruturação do empréstimo para fazer face aos imensos encargos que a AgroAlpiarça continua a manter.

Com o aval do seu accionista maioritário e fundador, a Câmara de Alpiarça, esta possibilidade é remota para as dificuldades continuarem e a doença não ser curada por causa da teimosia partidária que teima em não querer ver a realidade.

Ficamos assim a saber que a continuação desta cooperativa alpiarcense não vai encerrar as suas portas nos próximos tempos porque o representante autárquico nos corpos gerentes da cooperativa afirmou-o em plena assembleia que nunca tal acontecerá enquanto a CDU for poder.

Ficamos também a saber, por via da afirmação que mais uma vez as verbas da autarquia e os possíveis avales desta irão sustentar parte das despesas porque também todos sabemos que a viabilidade da cooperativa não é nenhuma mas sim um teimosia politica e dos políticos que a criaram que em abono da verdade quando da sua constituição era rentável mas que nos dias que correm mais não é do que um “cancro” que consome tudo que se lhe chega mesmo que seja à custa do erário público.

Todos os caminhos e tentativas demonstram que a AgroAlpiarça dificilmente terá algum futuro e muito menos qualquer rentabilidade que a sustente.

Como já foi publicado num blogue local «Quando em 1997 o Partido Socialista ganha as eleições autárquicas em Alpiarça, a divida da cooperativa, era de 150 mil euros, mas na adega havia vinho de valor superior a esta divida. A situação, não sendo a ideal, estava perfeitamente controlada e longe do que viria a acontecer a seguir. As más políticas da autarquia em relação á AgroAlpiarça, que se praticaram nos anos seguintes, sobretudo em 2001 e 2002, levaram a cooperativa a uma situação de falência. Com quadros técnicos a auferirem vencimentos bem acima da média e das possibilidades da cooperativa, e com duas colheitas de vinho praticamente destruídas, para além de outras políticas desastrosas que se seguiram, a continuação da AgroAlpiarça ficou seriamente comprometida, e comprometidos ficaram também os postos de trabalho que a cooperativa criou e que chegaram a ser de algumas dezenas de cooperadores. O passivo da AgroAlpiarça atingiu em 2004 mais de 1,500 milhões de euros, valor esse só atenuado pela alienação de património, que deixou a cooperativa reduzida apenas a reduzida apenas a duas propriedades e cujo valor é largamente insuficiente para colmatar as dívidas á banca, para além das dívidas a terceiros e á própria Câmara Municipal».

Pouco nos importa de quem foi a culpa e a má gestão. Se houve má gestão ou gestão danosa ou ainda interesses pessoais que o maior accionista tome ou mande tomar as devidas medidas para que se apure as verdades e se condene os culpados. Agora acusar os outros e permitir que não sejam chamados à responsabilidade é desculpa de mau pagador.

Existe legislação e meios próprios, os policiais, para pedir responsabilidade a quem não zelou pelo bem público caso contrário passam todos a ser complacentes com a «coisa pública».

Pretender-se que a AgroAlpiarça continue de portões abertos quando o futuro é “uma taluda” e a subsistência do presente uma aventura, porque o passivo dificilmente irá diminuir, o melhor a fazer seria responsabilizar-se quem causou ou consente tal situação e continuação.

É muito fácil e muito bonito criticar os outros para permitir que tudo continue na mesma.

 E para terminar este “bilhete”, que já vai longo, sobre o estado catastrófico da AgroAlpiarça e do que está a acontecer em Alpiarça não compreendo como os responsáveis autárquicos permitem alimentar a grave crise que a cooperativa atravessa como continuo por perceber as razões que o executivo da CDU teima em continuar a levar a efeito (citando Renato Campos, noutro artigo já publicado neste jornal) “festas e festinhas” que custam milhares de euros quando a autarquia está mergulhada em dividas; falta de receitas para fazer face às despesas e até foi “castigada” pelo governo no corte de verbas como a “banca” olha de “esguelha” para os pedidos de empréstimos que lhes são feitos.

Que se acabe com o que é supérfluo até às próximas eleições. Assim sempre ficam alguns milhares de euros que são preciosos para os cofres da Câmara. 

No ano de eleições que se repita aquilo que foi suspenso porque assim – talvez – os eleitores se esqueçam do que aconteceu ou que algo vão mudar para tudo ficar na mesma ou ainda a oposição desperte daquilo que fez para mudar aquilo que é preciso mudar.

E para terminar este “bilhete”, que já vai longo, sobre o estado catastrófico da AgroAlpiarça e do que está a acontecer em Alpiarça não compreendo como os responsáveis autárquicos permitem alimentar a grave crise que a cooperativa atravessa como continuo por perceber as razões que o executivo da CDU teima em continuar a levar a efeito festas e festinhas que custam milhares de euros, quando a autarquia está mergulhada em dividas, falta de receitas para fazer face às despesas e até foi “castigada” pelo governo no corte de verbas como a “banca” olha de “esguelha” para os pedidos de empréstimos que lhes são feitos.

Que se acabe com o que é supérfluo até às próximas eleições, que assim sempre ficam milhares de euros que são preciosos para os cofres da Câmara. 

No ano de eleições se renova aquilo que foi suspenso porque assim, talvez, os eleitores se esqueçam de que algo vão mudar para tudo ficar na mesma ou a oposição desperte do que fez para mudar aquilo que é preciso mudar e…acabar.

Até lá, que os alpiarcenses continuem directa ou indirectamente a sustentar a AgroAlpiarça.

 

Por: António Centeio

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publicado às 15:54



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