Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



De um leitor devidamente identificado, publicamos na íntegra a exposição feita contra   um Agente da GNR que nos foi enviada para conhecimentos das respectivas autoridades como dos leitores



Data – 25/06/2011
Assunto: Reclamação - Organismo - GNR Alpiarça
Ex.mo Senhor
Comandante Geral da GNR
Chamo-me Filipe Alexandre Gama Nunes, tenho 32 anos, nº cartão de cidadão – 11448851, residente – Rua do Valdaque nº106 – 108 – Alpiarça, sendo que, sou Licenciado em Gestão de Empresas, Pós-Graduado em Comunicação Empresarial e Mestre na área de Gestão de empresas. Actualmente, exerço funções de Gestor de Sinistros de uma multinacional de seguros, tal como, Project manager de um site centrado em conteúdos jornalísticos especializados – gestão de empresas, economia e recursos humanos.
Reforço ainda, considero-me um cidadão íntegro, cultor da disciplina, portanto, com uma dimensão ética respeitável e acima de tudo diferenciadora em termos morais. Estas orientações de vida, advém de uma educação militar, na qual, fui obtendo ao longo dos meus 32 anos de vida, visto que, o meu pai teve oportunidade de representar as Forças Armadas Portuguesas durante quarenta e cinco anos em Portugal e no Estrangeiro.
Portanto, tenho como traves mestras estes princípios, sendo que, perante tal facto, obriga-me o envio deste email para Vossa Ex.ma.
Assim sendo, no dia 25-06-2011 tive necessidade deslocar-me com urgência ao consultório médico-veterinário – Clínica Veterinária de Alpiarça, nomeadamente, situada na Rua 2 de Abril nº17 – 2090-40 Alpiarça. O objectivo da minha urgência, advinha do facto, de o meu animal de estimação (cão de família ), apresentar um quadro clínico de epilepsia, portanto, estava perante um cenário de convulsões de grande intensidade, espasmos musculares intensos produzindo contracções por todo o corpo, rotação acentuada da cabeça, dentes firmemente cerrados e incontinência urinária. Assim sendo, desloquei-me com urgência à Clínica Veterinária de Alpiarça, de forma a recolher o medicamento – SOS ,designado por Stesolid – Diazepam – 5mg para tentar salvar o respectivo animal de estimação.
Ao recolher o respectivo medicamento, numa operação que demorou 5 segundos, o meu veículo ficou estacionado sob o passeio da via em questão, tal como, permanecia completamente aberto.
Portanto, dirigi-me para o meu veículo em episódio de urgência, sendo que, fui abordado por o Sr. Agente Miguel Rocha – GNR de Alpiarça, quando de seguida me solicitou os meus documentos pessoais, documentos do veículo sem qualquer apresentação de cumprimentos da parte do mesmo.
De forma assertiva, expliquei cordialmente que me encontrava num cenário de urgência, portanto, tinha realizado o levantamento de um medicamento SOS para assistir o meu animal de estimação, na qual, se encontrava na minha residência em plena dificuldade física. Na obstante porém, que tinha consciência que tinha estacionado de forma incorrecta o meu veículo na via em questão, no entanto, não apresentava perigo para o fluxo de tráfego própria via e/ou integridade física de qualquer peão.
Adianto, que o Sr.Agente – Miguel Rocha, descurou na integra qualquer explicação, manifestou desde do inicio um comportamento de intransigência, altivo e sedento do exercício de poder sobre a minha pessoa, sendo que, manteve-me retido no local em causa, neste caso, exigindo a documentação pessoal e do veículo.
Considero porém, que devemos manter a nossa integridade, portanto, ter consciência dos nossos deveres, mas também, nunca esquecemos dos direitos que nos assiste. No entanto, com a máxima cordialidade, sempre pautando o respeito pela autoridade , cedi os meus documentos pessoais e reforcei a necessidade de deslocar-me com a máxima brevidade do local em causa.
Perante tal cenário, o Sr.Agente Miguel Rocha, subvalorizou na integra as minhas palavras, sendo que, pautou o seu comportamento de abuso de poder, neste caso, impôs a minha continuidade no local , sendo que, encontrava-me num cenário de emergência e partilhado pela minha pessoa. A sua linguagem foi reforçada por adjectivos de qualidade imperativa e flexionavam sempre em prol de poder, compor por exemplo – “imediatamente”;” eu mando” ; “eu faço”,etc.
Portanto, ao efectuar a anotação dos meus dados pessoais, manteve uma atitude de coerção sobre a minha pessoa, sendo que, sistematicamente senti-me compelido pela sua intimidação, como por exemplo afirmar que iria ser notificado à posteriori e talvez autuado.
Entendo, que devemos manter o respeito, portanto, condição sine qua non de vida de todo o cidadão íntegro que compreende o que seja ética, age com transparência , honestidade e humildade, desta forma, apenas referi que o Sr.Agente Miguel Rocha agisse legalmente como dita a lei, até porque, ao longo da minha vida nunca estive envolvido num cenário semelhante com autoridades e/ou tribunais.
Mais adianto, que posteriormente retirei-me do local de forma apressada, no sentido de prestar auxílio ao meu animal de estimação na minha residência.
Ao terminar tal operação de socorro e/ou urgência dirigi-me ao Posto Territorial de Alpiarça, na qual, solicitei o favor da presença do Sr.Agente – Miguel Rocha, sendo que, pessoalmente facultei-lhe a minha identificação e questionei a razão e/ou “modus operandi” da sua maneira de agir sobre o anterior cenário apresentado pela minha pessoa.
Escusado será dizer, que o Sr.Agente – Miguel Rocha manteve de novo o comportamento exacerbado de poder, totalmente desenquadrado para a Entidade que representa, além disso, fez transparecer a ideia que tem poder de controlar o cidadão comum, tal como, não apresentou qualquer índice de sensibilidade e/ou capaz de aferir o meu cenário de urgência reportado à sua pessoa.
Considerei perante tal comportamento, um género de ocorrência extrema , mas sabemos que muitas das vezes que estes profissionais vivem sob estereótipos criados, campo intelectual inseguro, auto-estima crítica e não conseguem discernir e/ou colocar em prática a regra do relacionamento , empatia e/ou respeito por terceiro, isto porque, impera de forma latente a euforia de exercer poder sobre o cidadão comum, resolvi solicitar o respectivo livro de reclamações.
Mais informo, que no mesmo local surgiu o Sr.Agente – Bruno Nunes, na qual, sendo desconhecedor na integra do processo em questão, limitou-se a praticar a mesma conduta de comportamento do seu colega, desta forma, foi seguida a lei do exercício ou repetição da velha teoria Behaviorista ou comportamental.
Em suma, como cidadão, fico deveras indignado ao assistir aos comportamento dos agentes mencionados, não dignificam a formação militar que foram alvo e/ou os princípios da Instituição em causa. Em particular considero que não estão preparados para exercerem a sua profissão no estado direito actual. No seu código deontológico , na campo de aplicação, tal como, nos princípios fundamentais da aplicação do mesmo, o artigo 2º refere -Como zeladores pelo cumprimento da Lei, os membros das Forças de Segurança, cultivam e promovem os Valores do Humanismo, da Justiça, Integridade, Honra, Dignidade, Imparcialidade, Isenção, Probidade e Solidariedade.
No meu caso em particular, uma situação de natureza rodoviária simples, traduziu-se para o Sr.Agente – Miguel Rocha uma enorme desafio a aplicação deste parágrafo. Tal como, nos diz o artigo 3º - respeito pelos direitos fundamentais da pessoa humana , algo que, dificilmente será tangível pelos dois profissionais em causa.
Lamento, como cidadão integro que a Instituição – GNR – Guarda Nacional Republicana , com enorme credibilidade, valores vincados , veja a sua imagem institucional perante a sociedade civil a sair prejudicada por comportamentos desviantes dos seus profissionais.
Resta-me aguardar, pelo desenrolar desta situação, reflectir em conjunto com o meu advogado a forma como fazer prevalecer minimamente os meus direitos, tal como, abranger outros meios para apresentar a minha indignação como cidadão. Se me é permitido, gostaria de colocar a seguinte pergunta – Se este quadro de emergência fosse centrado num ser humano? De certo, pela experiência vivida, o comportamento do Sr.Agente – Miguel Rocha, seria precisamente igual, porque, não tem capacidade intelectual para analisar diferentes cenários resultantes da dinâmica social corrente.
Sem outro assunto de momento, despeço-me atenciosamente na esperança que este mail possa merecer atenção de vossa Ex.ma.
Reclamação apresentada
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=gmail&attid=0.1&thid=130c8e803e818e86&mt=application/pdf&url=https://mail.google.com/mail/?ui%3D2%26ik%3D46a43b74e3%26view%3Datt%26th%3D130c8e803e818e86%26attid%3D0.1%26disp%3Dsafe%26zw&sig=AHIEtbT2nlmic6XfQZRTNIhoxXpff3UJAw&pli=1
CDeontServPolicial
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=gmail&attid=0.2&thid=130c8e803e818e86&mt=application/pdf&url=https://mail.google.com/mail/?ui%3D2%26ik%3D46a43b74e3%26view%3Datt%26th%3D130c8e803e818e86%26attid%3D0.2%26disp%3Dsafe%26zw&sig=AHIEtbRbO_xEFdMgTaS4xP97JNxlfXPOyA

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:11



Mais sobre mim

foto do autor


calendário

Junho 2011

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930



Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D