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Os anos vão passando e o “Projecto da Cultura Avieira” ainda não  demonstrou nada de concretizável, excepto: muitas reuniões, projectos, estudos, encontros, seminários, promessas de criação de centenas de postos de trabalho, possibilidades de receber milhões de euros e pouco mais porque de concreto no terreno nada ainda foi feito.
Da realização do “2.º Congresso da Cultura Avieira” mais uma vez saíram novas ideias e apelos.
Apelos”, “Promessas” e «boas-vontades» é o que temos vindo a assistir e a ler nos últimos tempos.
De concreto continuamos por poder ver «obra feita» excepto as boas-vontades e a entrega de quem se interessa pelo projecto.
Isto não chega porque com o passar do tempo o projecto começa a perder veracidade e já há pessoas que começam a pensar que todo este interesse em “candidaturas” apenas se destina a captar subsídios para depois o projecto ficar pelo caminho não se realizando por completo a dinamização da «cultura avieira» que tanto se fala mas nada se vê ou  começar a ser feito.
Alguns apontamentos do último congresso:
DISSE:
«Uma ideia central veio da responsável da Comissão Nacional da UNESCO que, na sessão de abertura, afirmou que a candidatura da cultura avieira a património imaterial da humanidade “não vingará se não envolver as comunidade locais detentoras desse património”».
Baseada naquilo que são os pressupostos da Convenção da UNESCO e sem se referir especificamente a este projecto, Clara Cabral referiu que qualquer candidatura tem que ter por base “um património vivo que exista na actualidade e cujas comunidades locais beneficiem com a sua salvaguarda” o que não acontece com a “Aldeia do Patacão”.
AFIRMOU:
Rosa do Céu, presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, a Lezíria do Tejo “tem um peso muito reduzido” no panorama turístico nacional (vale 0,41%), “muito inferior às suas potencialidades”.
 E ACRESCENTOU:
Focando a sua intervenção na necessidade de qualificar a oferta turística na região, sobretudo na que diz respeito à fruição do Rio Tejo.
Segundo este responsável, “o Tejo e o turismo têm forçadamente um encontro marcado, falta é saber quando”.
Para Rosa do Céu, o rio Tejo “precisa de afirmar o seu lado turístico com a oferta de produtos e serviços sejam fáceis de adquirir, que sejam regulares e passíveis de serem encontrados pelos turistas”.O que existe agora não é um serviço pois nunca coincide com a disponibilidade do turista”.
 Daqui, talvez os “embaraços” para que o “projecto avieiro” continue em estudos, congressos, etc., porque muita coisa ainda falta para concretizar, salientando-se o interesse das autarquias envolventes, que todas já demonstraram estar interessadas na aplicação do projecto mas muito poucas se dispuseram a levar por diante aquilo que é necessário para justificar o «encontro dos turistas» que será a razão principal para visitarem os espaços avieiros banhados pelo TEJO.
Enquanto houver “Patacões” e outros do género ao abandono com barracas a cair aos bocados dificilmente chegará o dia do «encontro marcado» como é reconhecido por alguns dos presentes neste congresso.
PEDIU:
Um dos problemas das aldeias avieiras é o da legalização das casas (caso da “Aldeia do Patacão”) e outras infra-estruturas que foram ali construídas pelos pescadores ao longo das décadas.
O Presidente do Politécnico pediu o apoio das autarquias e das entidades públicas do Estado na resolução deste problema, nomeadamente, através da realização de planos de pormenor.
 INFORMOU:
João Leite, vereador da Câmara Municipal de Santarém  que a «autarquia está empenhada na elaboração destes planos de pormenor, designadamente para a aldeia das Caneiras (Santarém), mas que os mesmos só poderão avançar se existir o apoio de fundos comunitários».
Se das muitas autarquias envolventes, algumas não tem capacidade para concretizar os respectivos “planos” ou a “legalização de casas” não compreendemos como é que se pode afirmar que a «cultura avieira dá passos firmes para ser património da UNESCO» e se fala na promessa de centenas de postos de trabalho quando na verdade «muita coisa ainda está por fazer».
Algo deve estar errado porque não condiz com as declarações da responsável da Comissão Nacional da UNESCO, quando afirmou no congresso que o projecto «não vingará se não envolver as comunidade locais detentoras desse património».
Se a maioria das autarquias só avança se «existir o apoio de fundos comunitários» ou se tiverem disponibilidade financeira para o arcabouço que exige «legalizar e conservar as ‘casas’» só podemos concluir que o “projecto da cultura avieira” ainda terá muitos anos pela frente até ser realidade.
Até lá, que se façam mais congressos e fale-se na ‘cultura avieira’.
Fonte: “O Ribatejo”
Fotos "JA" e "O Ribatejo"
In: http://jornalalpiarcense.blogspot.com/

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publicado às 16:28



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